Goiás lidera com a 1ª lei brasileira de Inteligência Artificial
- Isabela Craveiro
- 19 de ago.
- 2 min de leitura
Marco legal pioneiro busca estímular à inovação no uso da inteligência artificial.

Em um movimento ousado e estratégico, Goiás é o primeiro estado brasileiro a criar uma lei específica para a inteligência artificial (IA). O modelo é original, leva em conta as capacidades e interesses do país e coloca o estado na vanguarda nacional ao propor uma regulamentação avançada, responsável e, sobretudo, prática.
O alerta já havia sido dado por Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro: “o maior risco que o Brasil corre com relação à inteligência artificial é ficar totalmente de fora do seu desenvolvimento. Em outras palavras, ficarmos condenados como eternos consumidores (ou vassalos) de quem domina a IA.”
🌍 Corrida global pela regulação
Em meio a uma corrida para regulamentar a IA pelo mundo, a lei goiana segue tendências regulatórias adotadas em países como Índia, Vietnã, Coreia do Sul e China, que apostaram em modelos incrementais para estimular inovação.
O estado tomou por base a consulta pública iniciada em maio de 2024 pela Abranet e pelo ITS Rio, e prevê diversas iniciativas inovadoras, como a inclusão pioneira da IA no currículo escolar estadual, o incentivo ao uso de energias renováveis, inclusive o biometano, para a operação dos data centers e infraestruturas tecnológicas relacionadas à inteligência artificial. Além disso, setores estratégicos com a saúde, educação e o próprio agro, possuem verticais próprias dentro da lei.
A proposta goiana é a primeira no Brasil que busca fomentar projetos de inteligência (IA) artificial com apoio técnico, financeiro e fiscal, unindo universidades, centros de pesquisa, setor privado e iniciativas que queiram desenvolver soluções baseadas em IA, com infraestrutura digital compartilhada e segurança jurídica.
📚 Principais inovações da lei goiana
Inclusão da IA no currículo escolar estadual, preparando desde cedo a nova geração.
Incentivo ao uso de energias renováveis — como o biometano — para alimentar data centers e infraestruturas digitais.
Criação de verticais específicas para setores estratégicos como saúde, educação e agronegócio.
Apoio técnico, financeiro e fiscal a projetos de IA, conectando universidades, centros de pesquisa e setor privado.
Cria o Centro Estadual de Computação Aberta e Inteligência Artificial.
Valoriza soluções abertas e colaborativas (“open source”), permitindo que qualquer pessoa ou empresa utilize e adapte códigos já existentes.
⚖️ Um contraste com Brasília
Enquanto o Congresso Nacional avança lentamente em uma proposta inspirada no modelo europeu — focado em restrições prévias e burocráticas — Goiás aposta em um caminho próprio, mais alinhado às necessidades e potencialidades do Brasil.
Outra inovação está em uma opção legislativa clara por soluções abertas e colaborativas de inteligência artificial (modelo “open source”), que permite a qualquer pessoa ou empresa que utilize, adapte e combine códigos existentes, aproveitando a capacidade única do Brasil em inovação tecnológica colaborativa.
🌱 Energia limpa e futuro sustentável
Com forte capacidade em energias renováveis e uma economia em expansão, Goiás se coloca em posição privilegiada para liderar a transformação digital do país. Seu pioneirismo pode inspirar outros estados e, quem sabe, mudar a forma como o Brasil encara a regulamentação da inteligência artificial.
Gostou de saber mais sobre o tema? Fique atento ao nosso Blog e ao nosso Instagram para não perder nossas dicas sobre direito e tecnologia! Até mais!